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Mostrando postagens de outubro, 2024

Finados | Reflexão

  COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS | Ano B Jó 19,1.23-27ª | Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6) | 1Cor 15,20-24a.25-28 | Lc 12,35-40 Para compreender: é muito importante contextualizar o sentido de “comemoração dos fieis defuntos”. Na significação etimológica, “comemoração” indica “trazer à memória”. Assim, comemorar os defuntos não significa fazer festa, como compreendemos em nosso linguajar comum, mas significa trazer à memória aqueles e aquelas que já não estão mais entre nós.   Deparamo-nos, frequentemente, com a realidade da morte. Parece o fim. No entanto, a morte não indica o fim, mas o começo de uma nova realidade. Trata-se de uma realidade que foge do nosso controle. É verdade que precisamos sentir o luto; chorar quando sentir a necessidade para tal. Mas acima de tudo, não podemos perder a esperança do Ressuscitado! Em Cristo, a morte não tem vez e não tem voz. Jesus, no evangelho é claro ao dizer: “Felizes os empregados que o se...

30º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  30º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Jr 31,7-9 | Sl 125(126),1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3) | Hb 5,1-6 | Mc 10,46-52 No evangelho deste domingo percebemos que Jesus continua em movimento, ou seja, ele não fica parado em seu comodismo, mas vai ao encontro daqueles que mais necessitam de luz, de vida, de esperança. O evento de hoje é comum nos três livros sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas). O cego Bartimeu é o símbolo do encontro do homem com Deus, isto é, do nosso encontro com o Senhor. “Jesus saiu de Jericó” (Mc 10,46): São Gregório Magno, sobre este trecho, diz que Jericó traduzido é por “lua”; e na linguagem bíblica a lua indica imperfeição, porque ela tem fases, cresce, diminui, some, aparece... Em outras palavras, Jesus vai ao encontro da nossa imperfeição humana para nos devolver a dignidade de filhos e filhas amados. É justamente esta a mensagem de esperança e alegria trazida pelo profeta Jeremias na primeira leitura: um Deus tão amoroso que é Pai e, por isso mesmo, cuida de TO...

29º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  29º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Is 53,10-11 | Sl 32(33),4-5.18-19.20.22 (R. 22) | Hb 4,14-16 | Mc 10,35-45 Há momentos difíceis da vida que não encontramos o fim, a saída. Parece que tudo é escuridão e tristeza. Assim vivia o povo exilado na Babilônia, quando, surge um profeta anônimo discípulo da escola de Isaias que profetiza o que estudiosos chamam de “Livro das Consolações”, correspondente aos capítulos 40-55 de Isaias. O pequeno trecho de ouvimos na liturgia deste fim de semana pertence a este Livro das Consolações e apresenta uma parte do quarto cântico do Servo de Javé, que só é compreensível à luz de Jesus Cristo. É ele quem, sofrendo no lenho da cruz, ofereceu sua vida em expiação, isto é, em nosso lugar. Assim, fazendo a vontade do Pai, ele nos tornou justos carregando as nossas dores. Em outras palavras, quando nada mais parecer fazer sentido em nossa vida, a resposta estará sempre nele: JESUS CRISTO. Acontece que a nossa tentação, assim como a de Tiago e João...

28º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  28º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Sb 7,7-11 |Sl 89(90),12-13.14-15.16-17 (R. cf. 14) | Hb 4,12-13 | Mc 10,17-30 A Palavra de Deus é viva, eficaz (Hb 4, 12). Isto significa que, quando acolhemos a Palavra que se fez carne (Jesus Cristo), devemos ser transformados e renovados por ela. Em outras palavras, a liturgia deste fim de semana quer nos fazer um convite a uma escolha fundamental: as coisas passageiras ou as coisas eternas? No evangelho de hoje, ao ser questionado por uma pessoa sobre c caminho para a vida eterna, Jesus retoma a lista dos mandamentos. Contudo, apenas conhecer os mandamentos é insuficiente, é preciso praticá-los. Ele parece ainda mais rígido ao dizer que para a vida eterna é necessário deixar os bens (primeira parte) e a família (segunda parte). Soou algo estranho, sobretudo para a religião judaica, cuja riqueza era vista como sinal de bênção divina. Tanto que a pessoa que perguntou saiu triste porque possua muitos bens (Mc 10, 22). Jesus, na verdade,...

27º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  27º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Gn 2,18-24 | Sl 127(128),1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5) | Hb 2,9-11 | Mc 10,2-12 A liturgia deste fim de semana nos coloca diante de uma questão: para quê Deus criou os seres humanos? Ora, a resposta só poder ser uma: viver o amor . Amar e ser amado é o que Deus espera de nós, afinal de contas, “Deus é amor” (1Jo 4, 8). Antes de tudo, é importante ter em mente que a finalidade do livro dos Gênesis não é científica ou histórica, mas sim teológica. Em outras palavras, não podemos tomar o texto ao pé da letra como verdade absoluta, mas sim, compreender um mistério bem maior acerca da criação: independentemente de como , mais vale saber quem foi o criador de tudo; este, certamente, é Deus. Nesse sentido, a primeira leitura, cheia de poesia, narra uma história da criação. Deus criou o homem e a mulher e colocou-os um ao lado do outro para se amarem; e, para se compreender isto, é necessário observar alguns detalhes da narrativa bíblica. “Tirou-lhe u...