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Mostrando postagens com o rótulo Espiritualidade

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Homilia

  17º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Ano A | homilia Por: Diácono Luis Gustavo da Silva Joaquim 1Rs 3,5.7-12 | Sl 118(119),57.72.76-77.127-128.129-130 (R. 97a) | Rm 8,28-30 | Mt 13,44-52   Irmãs e irmãos! Se pudéssemos pedir qualquer coisa a Deus, o que pediríamos? Salomão, na primeira leitura, inicia o seu reinado. Contudo, ele chega ao trono consciente de sua limitação, tanto que diz: “eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar” (1Rs 3,7). Diante dessa realidade, enquanto muitos reis pediriam força militar, riqueza ou longa vida, ele pediu a Deus o dom da sabedoria para governar bem. Mas sabedoria não significa conhecimento intelectual, e sim a capacidade de olhar a realidade com os olhos de Deus. Somente quem tem um coração dócil à vontade de Deus é capaz de encontrar um grande tesouro, como nos aponta o Evangelho. No Evangelho deste fim de semana encerramos o chamado “Discurso das Parábolas” do capítulo 13 de São Mateus. Hoje, Jesus apresenta três ...

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Homilia

  16º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Ano A | homilia Por: Diácono Luis Gustavo da Silva Joaquim Sb 12,13.16-19 | Sl 85(86),5-6.9-10.15-16ab (R. 5a) | Rm 8,26-27 | Mt 13,24-43 Irmãs e irmãos! Vez ou outra já nos perguntamos sobre o porquê Deus permite que o mal exista. Ora, se ele é bom, por que há tanta injustiça? Se ele é poderoso, por que não elimina imediatamente aquilo que destrói a vida? Trata-se de uma das nossas inquietações humanas mais profundas. A liturgia deste fim de semana caminha por esta meditação, mas sem fórmulas mágicas e respostas prontas. Como sabemos, o capítulo 13 de São Mateus é conhecido como o “discurso das parábolas”. Na parábola agrícola do Evangelho deste fim de semana, Jesus fala de um terreno que tem joio e trigo plantados. O problema dos empregados não é identificar o joio que está à vista, mas sim na forma como querem resolver a situação. Para eles, o joio precisa desaparecer imediatamente. Não se trata apenas de uma história sobre agricultura, mas ...

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Homilia

  15º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Ano A | homilia Por: Diácono Luis Gustavo da Silva Joaquim Is 55,10-11 | Sl 64(65),10.11.12-13.14 (R. Lc 8,8) | Rm 8,18-23 | Mt 13,1-23 Irmãs e irmãos! Há uma pergunta silenciosa que atravessa o coração de todo discípulo: por que a Palavra de Deus, sendo tão poderosa, parece produzir tão poucos frutos? Escutamos o Evangelho todos os domingos, lemos a bíblia, rezamos, celebramos os sacramentos... e, no entanto, continuamos vendo tanta dureza de coração, violência, divisões etc. É justamente essa inquietação que une as leituras deste domingo. O profeta Isaías utiliza uma das imagens mais belas de toda a Escritura: “Assim como a chuva e a neve descem do céu [...] assim a palavra que sair de minha boca...” (Is 55,10.11). Ora, a Palavra de Deus nunca é estéril: ela tem uma dimensão performática, isto é, ela realiza aquilo que significa. Em outras palavras, Deus é aquele que fala e faz! Tanto é verdade que toda a criação passou a existir por meio de ...

SÃO PEDRO E SÃO PAULO | Homilia

  Santos Pedro e Paulo Apóstolos, Solenidade | homilia Por: Diácono Luis Gustavo da Silva Joaquim At 12,1-11 | Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5) | 2Tm 4,6-8.17-18 | Mt 16,13-19 Irmãs e irmãos! Na liturgia deste fim de semana celebramos as grandes “colunas” da fé cristã: São Pedro e São Paulo. Homens tão diferentes, mas tão iguais: um era pescador da Galileia; o outro, intelectual formado aos pés de Gamaliel. Um conheceu Jesus nas margens do lago; o outro, na estrada de Damasco. Um era impulsivo; o outro, estrategista. Um escreveu pouco; o outro, muito. A Igreja os celebra juntos porque a unidade cristã não nasce da uniformidade, mas da comunhão. O Espírito Santo não elimina as diferenças, mas transforma-as em riqueza para a missão. Nesse sentido, existe uma antiga tradição que diz que, em Roma, caminhando para o martírio, Pedro e Paulo seguiram caminhos diferentes, mas com o mesmo destino: entregar a vida por aquele que primeiro entregou a vida por eles. O Evangelho começa...

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Reflexão

  11º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Ano A | reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Ex 19,2-6ª | Sl 99(100),2.3.5 (R. 3c) | Rm 5,6-11 | Mt 9,36-10,8 Amadas irmãs e irmãos, graça e paz! O Evangelho deste fim de semana nos apresenta um momento decisivo da missão de Jesus: Depois de contemplar a multidão “cansada e abatida, como ovelhas sem pastor” (Mt 9,36), o Senhor chama os Doze pelo nome e lhes confia a missão de anunciar a proximidade do Reino de Deus. Se na antiga Aliança, Deus havia constituído seu povo por meio das doze tribos de Israel, agora, na nova e definitiva Aliança, Jesus inaugura o novo Israel ao escolher doze apóstolos. Não se trata de um número qualquer, mas de um sinal de continuidade e plenitude: Cristo não destrói a antiga eleição, mas a leva ao seu cumprimento. O povo da promessa torna-se, agora, o povo messiânico, edificado sobre o fundamento dos apóstolos e chamado a ser, verdadeiramente, um “reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19,6). ...

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Reflexão

  10º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Os 6,3-6 | Sl 49(50),1.8.12-13.14-15 (R. 23b) | Rm 4,18-25 | Mt 9,9-13   Queridos irmãos e irmãs, neste domingo somos chamados a experimentar a misericórdia de Deus, nos apresentada concretamente através de Jesus Cristo por ação do Espírito Santo. O Evangelho mostra Jesus passando diante da coletoria de impostos e chamando Mateus. É impressionante a simplicidade da cena: Jesus não faz um discurso e nem exige primeiro uma reforma moral. Apenas diz: “Segue-me” (Mt 9,9), e Mateus se levanta e vai. Na cultura religiosa daquele tempo, um publicano era alguém praticamente excluído da comunhão religiosa. Era considerado pecador público, colaborador do poder romano, alguém indigno de estima e traidor do povo. Contudo, Jesus vê nele algo que ninguém mais vê. Os fariseus olham para Mateus e enxergam um pecador, ao passo que Jesus olha para Mateus e enxerga um discípulo. Esta é a v...

SANTÍSSIMA TRINDADE | Refelxão

  SANTÍSSIMA TRINDADE, Solenidade | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Ex 34,4b-6.8-9 | Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b) | 2Cor 13,11-13 | Jo 3,16-18 Hoje a Igreja não celebra um mistério entre outros, mas o mistério central da nossa fé: Deus é Trindade . E aqui já precisamos ajustar o olhar: não se trata de um enigma matemático (três em um) nem de uma curiosidade teológica distante da vida. Trata-se da verdade mais concreta e transformadora que existe: Deus, em si mesmo, é comunhão de amor. Contudo, há um erro comum: tentar explicar a Trindade como se fosse um problema lógico. O ser humano até tentou alcançar Deus pela razão, pela filosofia, pelos símbolos religiosos; mas nenhuma inteligência humana teria sido capaz de imaginar um Deus-Trindade a não ser o que ele mesmo quis revelar a nós. Sendo assim, Deus não é um problema a ser resolvido, mas é um mistério a ser adorado e vivido. Santo Agostinho ensinava: “se você compreendeu, não é Deus”. A beleza da...

SOLENIDADE DE PENTECOSTES | Reflexão

  PENTECOSTES, Solenidade | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 2,1-11ª | Sl 103(104),1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R. cf. 30) | 1Cor 12,3b-7.12-13 | Jo 20,19-23 Amados irmãos e irmãs, chegamos à Solenidade de Pentecostes, isto é, cinquenta dias após a festa da Páscoa. No Antigo Testamento, esta data já existia como uma festa agrícola e, já no Novo Testamento, recebe um aspecto mais histórico e teológico. O fato é que, celebrar Pentecostes não significa celebrar o nascimento da Igreja, uma vez que ela nasce do lado aberto de Jesus na cruz. A Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II chamada “ Lumen Gentium” (n. 2) aponta que o dia de Pentecostes indica a manifestação pública da Igreja pela efusão do Espírito Santo, isto é, Pentecostes tem tudo a ver com envio e missão.   É, pois, o momento em que a comunidade dos discípulos deixa o cenáculo e vai ao encontro do mundo. O Espírito Santo não foi dado à Igreja para que ela permanecesse parada, acomod...

ASCENSÃO DO SENHOR | Reflexão

  ASCENSÃO DO SENHOR, Solenidade | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 1,1-11 | Sl 46(47),2-3.6-7.8-9 (R. 6) | Ef 1,17-23 | Mt 28,16-20 Amadas irmãs e irmãos, a liturgia da Ascensão do Senhor nos coloca diante de um mistério que, muitas vezes, pode ser mal compreendido. À primeira vista, parece uma despedida: Jesus sobe aos céus e deixa os discípulos. Porém, a Ascensão não é ausência; é plenitude de presença. Cristo não abandona a humanidade. Ele inaugura um novo modo de estar conosco. Esta solenidade indica, na verdade, o destino de todo cristão fiel: a vida eterna. Na primeira leitura ouvimos que, enquanto acontecia a Ascensão de Jesus, “Os apóstolos continuavam olhando para o céu...” (At 1,10); então os homens lhe disseram “por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu...” (At 1,11). Ora, celebrar a Ascensão não é convite à fuga do mundo, mas envio para a missão. Não é alienação espiritual, mas compromis...

6º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  6º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 8,5-8.14-17 | Sl 65(66),1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R. 1-2a) | 1Pd 3,15-18 | Jo 14,15-21 Chegamos ao 6º Domingo do Tempo Pascal, e vamos nos aproximando da Ascensão e Pentecostes; momentos marcantes na vida da Igreja e para a nossa fé. Sendo assim, a liturgia já vai nos conduzindo para este mistério que fé que é a vinda do Espírito Santo, quem que sustenta, ilumina e fortalece a caminhada do cristão. No Evangelho, Jesus diz algo muito importante para nós: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Aqui, ele une duas realidades que muitas vezes tentamos separar: amor e obediência. Para Jesus, amar não é apenas sentir, mas é viver segundo a sua vontade. Desse modo, somos provocados a nos perguntar: qual o caminho concreto que estamos trilhando em nossa vida cristã para unir amor e fidelidade? Porque, na prática, é fácil amar quando tudo vai bem; o desafio é amar quando isso exig...

5º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  5º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 6,1-7 | Sl 32(33),1-2.4-5.18-19 (R. 22) | 1Pd 2,4-9 | Jo 14,1-12 Amadas irmãs e irmãos, quando estudamos a história da Igreja nesses mais de dois mil anos de existência, nos apercebemos de que muitos tentaram e continuam tentando destruí-la. Mas, por que será que, até hoje, não conseguiram? A resposta está na liturgia deste 4º Domingo da Páscoa: Cristo ressuscitado permanece vivo no meio da sua Igreja e continua a conduzir o seu povo. A Igreja não se sustenta em estruturas humanas, apenas, mas na presença viva do Ressuscitado. E isso também vale para a nossa comunidade. Quantas vezes passamos por dificuldades, desânimos, falta de agentes, conflitos pastorais, enfermidades nas famílias, lutos e preocupações… e, mesmo assim, o Senhor continua conduzindo o seu povo. Na primeira leitura, vemos a Igreja nascente enfrentando um problema concreto: as viúvas de língua grega estavam sendo esqu...

4º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  4º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 2,14a.36-41 | Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. cf. 1.2c) | 1Pd 2,20b-25 | Jo 10,1-10 Queridos irmãos e irmãs, este é chamado “Domingo do Bom Pastor”, isto é, o 4º Domingo da Páscoa. A liturgia deste domingo tradicionalmente recebe este nome porque o Ressuscitado se revela não apenas como aquele que venceu a morte, mas como aquele que continua conduzindo, guardando e dando vida ao seu povo. Fato interessante é que, antes mesmo de Jesus dizer “Eu sou o Bom pastor” nos versículos seguintes, ele se apresenta como a porta: “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10,7). Na tradição bíblica, a porta é símbolo de passagem, discernimento e segurança. A porta separa o exterior ameaçador do espaço protegido, isto é, ela define por onde se entra e por onde se sai. Quando Jesus diz: “Eu sou a porta”, ele está afirmando que toda verdadeira salvação, toda autêntica liberdade, toda vida plena passa por ele. Em o...

2º DOMINGO DA PÁSCOA | Domingo da Misericórdia

  DOMINGO NA OITAVA DA PÁSCOA, Ano A | Domingo da Misericórdia Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 2,42-47 | Sl 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1) | 1Pd 1,3-9 | Jo 20,19-31   Queridos irmãos e irmãs, existe uma tensão muito profunda nas leituras de hoje: medo e fé, fechamento e envio, feridas e misericórdia. E é justamente nesse espaço de tensão que acontece a experiência pascal. O Evangelho começa com uma imagem muito forte: “As portas estavam fechadas, por medo dos judeus” (Jo 20,19). Essa frase não é apenas narrativa, mas é teológica. Os discípulos não estão só trancados numa casa, mas estão fechados dentro de si mesmos: fechados pela culpa (porque abandonaram Jesus), fechados pela decepção, fechados pelo medo do futuro. E é nesse ambiente que acontece o primeiro anúncio pascal: “Jesus veio, colocou-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco” (Jo 20, 19.21.26). O Senhor deseja esta paz por três vezes no Evangelho desta liturgia. Assim, quando Jesus a...

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

  DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Is 50,4-7 | Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a) | Fl 2,6-11 | Mt 26,14-27,66 Amados irmãos e irmãs, como sabemos, a Semana Santa tem início com a celebração de Ramo e da Paixão do Senhor. Adentrar a Semana Santa é mais do que lembrar, mas é participar, vivenciar e testemunhar. É, pois, caminhar com Cristo. Deixemos que a cruz de Jesus ilumine as nossas cruzes diárias. No Evangelho proclamado antes da procissão percebemos uma grande alegria: “Hosana ao Filho de Davi!” (Mt 21,9) é o que o povo aclama enquanto Jesus entra em Jerusalém. Mas é importante perceber que ele não entra como um rei poderoso segundo os critérios humanos, isto é, não vem com exércitos, nem com ostentação. Jesus vem montado num jumentinho, que é sinal de humildade, de mansidão, de um reinado totalmente diferente. Aqui já está uma primeira provocação espiritual: que tipo de Rei nós queremos? Um D...

5º DOMINGO DA QUARESMA | Reflexão

  5º DOMINGO DA QUARESMA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Ez 37,12-14 | Sl 129(130),1-2.3-4ab.5-6.7-8 (R. cf. 7) | Rm 8,8-11 | Jo 11,1-45 Querida irmã, querido irmão. À medida que nos aproximamos da Semana Santa, a Palavra de Deus nos conduz ao coração do mistério: a vitória da vida sobre a morte. Hoje, tudo converge para uma grande promessa: Deus não se conforma com aquilo que está morto em nós. No texto do Evangelho, ouvimos a revivificação de Lázaro. Trata-se do sétimo e último sinal no Evangelho de João, em cujos milagres são chamados de sinais porque apontam para uma realidade mais profunda: revelar a identidade de Jesus Cristo. Desde o início, o texto nos coloca diante de uma tensão teológica fundamental: a aparente ausência de Deus diante do sofrimento humano. A demora de Cristo não é negligência, mas pedagogia reveladora, pois, trata-se da manifestação da glória divina, que não se reduz a esplendor visível, mas consiste na autocomunic...