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ASCENSÃO DO SENHOR | Reflexão

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6º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  6º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 8,5-8.14-17 | Sl 65(66),1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R. 1-2a) | 1Pd 3,15-18 | Jo 14,15-21 Chegamos ao 6º Domingo do Tempo Pascal, e vamos nos aproximando da Ascensão e Pentecostes; momentos marcantes na vida da Igreja e para a nossa fé. Sendo assim, a liturgia já vai nos conduzindo para este mistério que fé que é a vinda do Espírito Santo, quem que sustenta, ilumina e fortalece a caminhada do cristão. No Evangelho, Jesus diz algo muito importante para nós: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Aqui, ele une duas realidades que muitas vezes tentamos separar: amor e obediência. Para Jesus, amar não é apenas sentir, mas é viver segundo a sua vontade. Desse modo, somos provocados a nos perguntar: qual o caminho concreto que estamos trilhando em nossa vida cristã para unir amor e fidelidade? Porque, na prática, é fácil amar quando tudo vai bem; o desafio é amar quando isso exig...

5º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  5º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 6,1-7 | Sl 32(33),1-2.4-5.18-19 (R. 22) | 1Pd 2,4-9 | Jo 14,1-12 Amadas irmãs e irmãos, quando estudamos a história da Igreja nesses mais de dois mil anos de existência, nos apercebemos de que muitos tentaram e continuam tentando destruí-la. Mas, por que será que, até hoje, não conseguiram? A resposta está na liturgia deste 4º Domingo da Páscoa: Cristo ressuscitado permanece vivo no meio da sua Igreja e continua a conduzir o seu povo. A Igreja não se sustenta em estruturas humanas, apenas, mas na presença viva do Ressuscitado. E isso também vale para a nossa comunidade. Quantas vezes passamos por dificuldades, desânimos, falta de agentes, conflitos pastorais, enfermidades nas famílias, lutos e preocupações… e, mesmo assim, o Senhor continua conduzindo o seu povo. Na primeira leitura, vemos a Igreja nascente enfrentando um problema concreto: as viúvas de língua grega estavam sendo esqu...

4º DOMINGO DA PÁSCOA | Reflexão

  4º DOMINGO DA PÁSCOA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 2,14a.36-41 | Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. cf. 1.2c) | 1Pd 2,20b-25 | Jo 10,1-10 Queridos irmãos e irmãs, este é chamado “Domingo do Bom Pastor”, isto é, o 4º Domingo da Páscoa. A liturgia deste domingo tradicionalmente recebe este nome porque o Ressuscitado se revela não apenas como aquele que venceu a morte, mas como aquele que continua conduzindo, guardando e dando vida ao seu povo. Fato interessante é que, antes mesmo de Jesus dizer “Eu sou o Bom pastor” nos versículos seguintes, ele se apresenta como a porta: “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10,7). Na tradição bíblica, a porta é símbolo de passagem, discernimento e segurança. A porta separa o exterior ameaçador do espaço protegido, isto é, ela define por onde se entra e por onde se sai. Quando Jesus diz: “Eu sou a porta”, ele está afirmando que toda verdadeira salvação, toda autêntica liberdade, toda vida plena passa por ele. Em o...

2º DOMINGO DA PÁSCOA | Domingo da Misericórdia

  DOMINGO NA OITAVA DA PÁSCOA, Ano A | Domingo da Misericórdia Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim At 2,42-47 | Sl 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1) | 1Pd 1,3-9 | Jo 20,19-31   Queridos irmãos e irmãs, existe uma tensão muito profunda nas leituras de hoje: medo e fé, fechamento e envio, feridas e misericórdia. E é justamente nesse espaço de tensão que acontece a experiência pascal. O Evangelho começa com uma imagem muito forte: “As portas estavam fechadas, por medo dos judeus” (Jo 20,19). Essa frase não é apenas narrativa, mas é teológica. Os discípulos não estão só trancados numa casa, mas estão fechados dentro de si mesmos: fechados pela culpa (porque abandonaram Jesus), fechados pela decepção, fechados pelo medo do futuro. E é nesse ambiente que acontece o primeiro anúncio pascal: “Jesus veio, colocou-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco” (Jo 20, 19.21.26). O Senhor deseja esta paz por três vezes no Evangelho desta liturgia. Assim, quando Jesus a...

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

  DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Is 50,4-7 | Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a) | Fl 2,6-11 | Mt 26,14-27,66 Amados irmãos e irmãs, como sabemos, a Semana Santa tem início com a celebração de Ramo e da Paixão do Senhor. Adentrar a Semana Santa é mais do que lembrar, mas é participar, vivenciar e testemunhar. É, pois, caminhar com Cristo. Deixemos que a cruz de Jesus ilumine as nossas cruzes diárias. No Evangelho proclamado antes da procissão percebemos uma grande alegria: “Hosana ao Filho de Davi!” (Mt 21,9) é o que o povo aclama enquanto Jesus entra em Jerusalém. Mas é importante perceber que ele não entra como um rei poderoso segundo os critérios humanos, isto é, não vem com exércitos, nem com ostentação. Jesus vem montado num jumentinho, que é sinal de humildade, de mansidão, de um reinado totalmente diferente. Aqui já está uma primeira provocação espiritual: que tipo de Rei nós queremos? Um D...

5º DOMINGO DA QUARESMA | Reflexão

  5º DOMINGO DA QUARESMA, Ano A | Reflexão Por: Seminarista Luis Gustavo da Silva Joaquim Ez 37,12-14 | Sl 129(130),1-2.3-4ab.5-6.7-8 (R. cf. 7) | Rm 8,8-11 | Jo 11,1-45 Querida irmã, querido irmão. À medida que nos aproximamos da Semana Santa, a Palavra de Deus nos conduz ao coração do mistério: a vitória da vida sobre a morte. Hoje, tudo converge para uma grande promessa: Deus não se conforma com aquilo que está morto em nós. No texto do Evangelho, ouvimos a revivificação de Lázaro. Trata-se do sétimo e último sinal no Evangelho de João, em cujos milagres são chamados de sinais porque apontam para uma realidade mais profunda: revelar a identidade de Jesus Cristo. Desde o início, o texto nos coloca diante de uma tensão teológica fundamental: a aparente ausência de Deus diante do sofrimento humano. A demora de Cristo não é negligência, mas pedagogia reveladora, pois, trata-se da manifestação da glória divina, que não se reduz a esplendor visível, mas consiste na autocomunic...