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Mostrando postagens de novembro, 2024

1º Domingo do Advento | Reflexão

  1º DOMINGO DO ADVENTO | Ano C Jr 33,14-16 | Sl 24(25),4bc-5ab.8-9.10.14 (R. 1b) | 1Ts 3,12-4,2 | Lc 21,25-28.34-36   Amados irmãos e irmãs, iniciamos neste fim de semana um novo tempo litúrgico na Igreja. Com este Primeiro Domingo do Advento, inicia-se o ciclo do ano C, dedicado à meditação do evangelista São Lucas. A vida é assim, diante de um fim (Solenidade do Cristo Rei), abre-se, sempre, um novo começo (1º Domingo do Advento). A primeira leitura apresenta uma profecia de Jeremias cheia de esperança: de Davi brotará o rebento/semente da justiça: esta é a promessa de bens futuros para a casa de Israel. E, de fato, ele veio. Jesus nasceu em Belém, na mesma cidade natal de Davi; cumpriu-se a promessa, afinal de contas, o Senhor sempre cumpre com o que diz; diferentemente de nós, muitas vezes. Tem tudo a ver com Advento, pois é tempo de espera; mas uma espera ativa e não passiva. Até porque são três as vindas de Jesus em nosso meio: Ele é aquele que é, que era e que ...

Jesus Cristo Rei, Rei do Universo | Reflexão

  NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO | Ano B Solenidade Dn 7,13-14 | Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a) | Ap 1,5-8 | Jo 18,33b-37 Breve contextualização sobre esta solenidade: foi no Concílio de Niceia, em 325 (no ano de 2025, celebraremos junto de toda a Igreja, 1700 anos deste Concílio), que a Igreja definiu a divindade de Cristo, contra as heresias da época. Para explicitar este dogma, 1600 anos depois, em 1925, foi o Papa Pio XI quem proclamou o reconhecimento da realeza de Cristo. A data original da festa de Cristo Rei era o último domingo de outubro, no domingo que precedia a festa de Todos os Santos, mas, com a nova Reforma de 1969, foi transferida para o último domingo do Ano Litúrgico. Termina-se, com a celebração de Cristo Rei, o ano litúrgico. Também se aproxima o fim do ano civil. Isto tudo tem um valor pedagógico para a Igreja, pois, uma vez que caminhamos para o fim, recordamos o próprio processo da vida que tende para um fim. Somos seres finitos. E nesse c...

33º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  33º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Dn 12,1-3 | Sl 15(16),5.8.9-10.11 (R. 1a) | Hb 10,11-14.18 | Mc 13,24-32   Quantas vezes já pensamos ou dizemos: “acho que não vale a pena ser bom neste mundo, porque sempre as pessoas que são ruins e desonestas se dão bem e as pessoas justas e verdadeiras sofrem”. Pois bem, a liturgia deste fim de semana pretende dar uma mensagem de esperança a todos os que crêem, diante de um mundo com tanta injustiça e maldade, afirmando que sempre valerá a pena ser bom e justo, final de contas, Deus conhece o nosso coração. O trecho que ouvimos hoje na primeira leitura, do livro de Daniel, pertence ao gênero bíblico apocalíptico, isto é, fala sobre “revelação” por meio de símbolos, números, animais etc. Já que o autor do livro viveu um tempo de perseguição política e religiosa, com esse tipo de escrita, queria evidenciar a vitória de Deus sobre o mal e a perseguição, a fim de que todos os seus concidadãos se mantivessem esperançosos em relação a...

32º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B 1Rs 17,10-16 | Sl 145(146),7.8-9a.9bc-10 (R. 1) | Hb 9,24-28 | Mc 12,38-44   A nossa vida é um dom de Deus, isto é, um presente. Isso significa dizer que não somos frutos do acaso, mas fomos, desde sempre, amados e queridos por Deus. Quando acolhemos esta verdade, nós tomamos consciência de que não podemos ser passivos diante da vida. Em outras palavras, se Deus nos quer aqui, é para que sejamos homens e mulheres que correspondam positivamente e com generosidade. Assim, na primeira leitura, ouvimos o profeta Elias no caminho de Sarepta. Elias foi o grande defensor da fidelidade a Deus, no Antigo Testamento. Ele representa os israelitas fiéis que se recusavam a adorar outra divindade que não fosse o Senhor da vida. A viúva de Sarepta nos ensina, com a ajuda de Elias, a sermos primeiramente gratos pelo que temos e, consequentemente, a confiar em Deus a ponto de colocar em partilha aquilo que temos, afinal de contas, se temos (mesmo que seja ...

TODOS OS SANTOS | Reflexão

  TODOS OS SANTOS, Solenidade | Ano B Ap 7,2-4.9-14 | Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6) | 1Jo 3,1-3 | Mt 5,1-12ª   A origem desta festa da esperança, objetivo da nossa vida, tem raízes antigas. No século IV, teve início a comemoração dos fiéis mártires. Os primeiros sinais desta celebração encontramos em Antioquia, no domingo após o dia de Pentecostes, sobre os quais fala São João Crisóstomo. Entre os séculos VIII e IX, esta festa começou a se espalhar pela Europa e em Roma, onde o Papa Gregório III (731-741) escolheu o dia 1º de novembro como a data que coincidia com a consagração de uma capela, na Basílica de São Pedro, dedicada às relíquias "dos santos Apóstolos e de todos os Santos mártires e confessores, e a todos os justos, que descansam em paz no mundo". Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-11/solenidade-de-todos-os-santos.html   Ao celebrar esta solenidade, somos convidados a questionar: q...