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Mostrando postagens de junho, 2024

Solenidade São Pedro e São Paulo | Reflexão

  SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO | Ano B At 12,1-11 | Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5) | 2Tm 4,6-8.17-18 | Mt 16,13-19 BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO SOBRE ESTA SOLENIDADE: Pedro: era um pescador da Galileia. Respondeu positivamente ao convite de Jesus: "segue-me e te farei pescador de homens" (cf. Mc 1, 17). Depois da morte de Jesus, percorreu a Palestina, até se mudar para Antioquia e, daí, chegou finalmente a Roma. Paulo: era de Tarso, perseguidor da Igreja, até se converter no caminho de Damasco. Apaixonado por Cristo, percorreu o Mediterrâneo para anunciar o Evangelho, especialmente aos pagãos. Ambos foram martirizados em Roma, na perseguição de Nero, por volta do ano 64 d. C. Desde o século III que a Igreja honra, na sua liturgia, esses homens como testemunhas da fé em Jesus Cristo. Simbolizam, pois, o Colégio Apostólico.   Hoje celebramos a solenidade das duas grandes “colunas” da Igreja: São Pedro e São Paulo. Homens...

12º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  12º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Jó 38,1.8-11 | Sl 106(107),23-24.25-26.28-29.30-31 (R. 1b) | 2Cor 5,14-17 | Mc 4,35-41 Amados irmãos e irmãs, graça e paz! Depois de um forte convite à esperança, na liturgia da semana passada, agora Jesus pede de nós, através das leituras deste domingo, uma atitude de confiança total a ele. Na primeira leitura, lemos um trecho breve de Jó. Este livro, famoso na literatura bíblica sapiencial, não quer ser um relato histórico fidedigno, mas antes, uma bonita reflexão sobre o nosso modo de compreender a Deus. Para a concepção de Jó, as relações com o Senhor pautavam-se na “teologia da retribuição”, isto é, Deus concede coisas boas a quem é bom e coisas ruins a quem é ruim. Todavia, não é assim, a lógica de Deus não é esta. Ele é bom, justamente porque eterna é a sua misericórdia! Deus faz cair a chuva sobre justos e injustos, faz nascer o sol sobre bons e maus (cf. Mt 5, 45). Como sabemos a história, depois de Jó perder quase tudo, ele que...

11º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  11º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Ez 17,22-24 | Sl 91(92),2-3.13-14.15-16 (R. cf. 2a) | 2Cor 5,6-10 | Mc 4,26-34   Na primeira leitura, temos o contexto de um povo exilado, isto é, preso e escravizado na Babilônia. Ezequiel é o profeta que, também exilado com o povo, desperta um olhar para a esperança: ele não quer deixar morrer no povo a memória de um Deus que é fiel e não se esquece da aliança feita com seu povo eleito, afinal de contas, “Eu, o Senhor, digo e faço” (Ez 17, 24). E a nossa esperança tem nome: REINO DE DEUS. Este que deve ser sempre o nosso horizonte. E nesse sentido, Jesus, no evangelho, o compara com um grão de mostarda, que é a menor dentre todas as sementes da terra, mas, quando cresce, se torna maior do que todas as hortaliças, e estende grandes ramos (Mc 4, 31-32). Ou então, o Reino pode ser comparado à semente espalhada pela terra que, cresce e dá frutos sem que os olhos nus percebam (Mc 4, 26-27). Essas duas parábolas para expressar três coisas...

10º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  10º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Gn 3,9-15 | Sl 129(130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7) | 2Cor 4,13-18.5,1 | Mc 3,20-35 Neste 10º Domingo do Tempo Comum a liturgia nos apresenta a identidade de Jesus, e, por conseguinte, a nossa identidade de filhos e filhas amados de Deus. Na primeira leitura (Gn 3,9-15), depois do pecado de Adão e Eva, nossos primeiros pais, é Deus quem vai ao encontro deles com uma pergunta bastante profunda: “Onde estás?”. Não se trata de uma pergunta geográfica, pois Deus sabia onde eles estariam geograficamente falando. Trata-se, antes, de uma pergunta existencial. Onde estamos nós, quando nos afastamos da graça de Deus? Certamente estamos fechamos em nosso próprio egoísmo, sendo desobedientes com os mandamentos do Senhor. Ora, este trecho do livro de Gênesis quer nos mostrar a origem do mal. O ato de comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal indica a nossa atitude de egocentrismo ao querer viver sem Deus. Onde estamos nós quando negam...

Imaculado Coração de Maria | Reflexão

  Imaculado Coração da Bem-aventurada Virgem Maria | Memória 9ª Semana do Tempo Comum Is 61,9-11 | 1Sm 2,1.4-5.6-7 8abcd (R. cf. 1a) | Lc 2,41-51   “Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.” (Lc 2, 51) Amados irmãos, acredito que esta afirmação do evangelista possa ser o centro de nossa meditação na liturgia de hoje. Ora, esta é uma das virtudes mais evidentes de Nossa Senhora nos evangelhos, e por isso, tem muito a nos ensinar. Com Maria, aprendemos a meditar a Palavra de Deus: o fato de ela guardar tudo no coração não significa passividade, moleza ou submissão. Antes, indica discernimento, isto é, escuta interior da Palavra de Deus. Ela foi a primeira visitada pelo anjo Gabriel e logo acolheu a graça da maternidade. Quantas não são as graças que passam em nossa vida porque não sabemos meditar e contemplar. Nós queremos agir muito por impulso nos momentos mais decisivos da vida. Maria não; ela ensina que não podemos ser reativos, mas sim, meditativos...