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O trigo e o joio

  O TRIGO E O JOIO   Jesus contou outra parábola à multidão: 'O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?' O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancar o joio?' O dono respondeu: 'Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'' (cf. Mt 13,24-30)   Dentro de nós existe o trigo e o joio. Independente se gostamos ou não, somos pessoas, e i...

Solenidade da Epifania do Senhor | Reflexão

EPIFANIA DO SENHOR DO NATAL | Solenidade Is 60,1-6 | Sl 71(72),1-2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11) | Ef 3,2-3a.5-6 | Mt 2,1-12 Amados irmãos, o termo Epifania deriva do grego e significa manifestação, isto é, nesta festa celebramos a manifestação de Jesus como luz do mundo, por isso, é como se fosse uma extensão ainda do Natal. “As nações de toda terra hão de adorar-vos, ó Senhor”, é o convite do salmista, e também de todos nós: PARA TODOS! Ora, é este o mistério que a segunda leitura propõe e que também se celebra na Epifania: “os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Isto é, Cristo nasce igualmente Salvador para todos. No evangelho, vemos isso claro com os reis magos vindos do Oriente, que não sabemos ao certo suas crenças, mas dizem que eram homens estudiosos de astrologia, e justamente por isso, perceberam uma estrela diferente no céu, que brilhava tão forte a ponto deixarem tu...

MONOGRAFIA 2021: "O minimalismo existencial de henry David Thoreau: a busca pela essência da vida na Ecologia"

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), apresentado e aprovado em 22 de novembro de 2021. Instituto: Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (Brodowski/SP) Aluno: Luis Gustavo da Silva Joaquim. Orientador: Prof. Me. André Augusto Maia. Título do trabalho:  O minimalismo existencial de Henry David Thoreau: a busca pela essência da vida na Ecologia Palavras-chave: Minimalismo. Transcendentalismo. Thoreau. Ecologia.  Essência. Resumo: 1.     INTRODUÇÃO Na origem da filosofia antiga, para os filósofos pré-socráticos, havia uma constante busca pelo princípio das coisas, o que chamavam de Arché . Contudo, para a filosofia de Platão, a verdadeira realidade está no Eidos , isto é, na forma racional da coisa. Este pensamento é coroado com as teorias de Aristóteles, sendo que, para o estagirita, a essência e o acidente fazem as realidades existentes da substância. Nesse sentido, a essência das coisas consiste em algo próprio da identidade. Em outras pala...

Tu ainda és rei?

  “TU AINDA ÉS REI?” Reflexão do Evangelho da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo | Ano B | 21/11/2021.  *** Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui". (Jo 18, 36)  *** Custa-nos aceitar Jesus Cristo como o Rei do Universo, que é a proposta da solenidade litúrgica deste fim de semana. Na verdade, isto se dá por dois motivos: primeiro que não temos experiência recente de monarquia no Brasil, portanto, não sabemos o que é ter um rei em sentido monárquico. Todavia, em segundo lugar, embora não saibamos o que é ter um rei monárquico, sabemos muito bem como é ter outros reis imperando em nossa vida, tais como riquezas, prazeres, títulos, privilégios, entre tantas outras coisas. Coisas estas que tomam o lugar do reinado de Jesus em nossa vida. Desse modo, a pergunta que fica é: Jesus Cristo ainda é o Rei do Un...

Jesus é o caminho; o resto é atalho

Reflexão do 30º Domingo do Tempo Comum (Jeremias 31,7-9; Hebreus 5,1-6; Marcos 10,46-52)   Na Liturgia deste fim de semana, a Igreja propõe o Evangelho do cego Bartimeu (Mc 10,46-52). Neste, percebemos que Bartimeu, estando à margem do Caminho, isto é, o próprio Jesus (cf. Jo 14, 6), tenta contato com ele, e, no entanto, uma multidão o impede. Para São Gregório Magno, já no século VI, esta multidão representa as nossas próprias misérias e paixões que nos levam para longe da misericórdia divina.  Todavia, mesmo diante de impedimentos, Bartimeu não desiste; não abandona seu firme propósito de encontrar-se com Jesus e ser curado por ele, e por isso, gritou mais alto, assim como  como Israel foi aconselhado a gritar no exílio da Babilônia: “Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel” (cf. Jr 31, 7)  . O problema é que nós, hoje, somos homens e mulheres fracos na fé, pois, na primeira decepção ou dificuldade, abandonamos a fé, a família, o emprego, e até...

"Eu não quero me casar"

  “EU NÃO QUERO ME CASAR”   “Os cristãos, quando se casam ‘no Senhor’, são transformados em sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam somente para si: casam-se no Senhor em favor de toda a comunidade, de toda a sociedade.” (Papa Francisco)   A Liturgia deste fim de semana ( 27º Domingo do Tempo Comum – ano B ) propõe uma genuína reflexão acerca do matrimônio. Há de se notar algo muito belo: Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom. Ao criar o ser humano, vê que era muito bom (cf. Gn 1, 31). Todavia, há algo na criação que o Senhor viu que não era bom: “não é bom que o homem esteja só” (cf. Gn 2, 18). Se nós somos a imagem de Deus, Uno e Trino, parece óbvio que não fomos criados para a solidão, e sim para viver em relação com outros, isto é, em comunhão, em comunidade. Ademais, é pertinente perceber que, em nossa sociedade atual, o que mais ouvimos dos jovens é a frase: “eu não quero me casar”. Assim sendo, vale ressaltar a profunda crise hu...

Quando a vontade de viver vai embora

  Quando a vontade de viver vai embora   Este é o título de um livro, o qual recomendo a leitura a todos os homens e mulheres de bem. E justamente pelo rico conteúdo, peço licença aos autores (Christopher Marques, pastor; Thiago Faccini Paro, padre) para fazer uso do mesmo título neste escrito a fim de levar todos os leitores a uma melhor compreensão e conscientização e acerca do suicídio, sobretudo neste mês de setembro, conhecido por “setembro amarelo”. Para entendermos o processo de perda de sentido de vida, a ponto de uma pessoa pensar (e, em casos extremos, executar) em tirar a própria vida, é preciso que compreendamos um, dentre vários aspectos atuais da sociedade tal qual vivemos. Nossos autores utilizam-se do termo ditadura do sorriso , isto é, “a todo instante é preciso estar em evidencia, ostentando felicidade” (MARQUES; PARO, 2019, p. 59). Ora, isso se dá, sobretudo, pelas redes sociais, em que uma grande maioria de pessoas, publicam idealizações de vidas pe...