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Mostrando postagens de 2024

Santa Maria, Mãe de Deus | Reflexão

  SANTA MARIA, MÃE DE DEUS | Solenidade Nm 6,22-27 | Sl 66(67),2-3.5.6.8 (R. 2a) | Gl 4,4-7 | Lc 2,16-21 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção! Mais um ano se finda, no entanto, com promessa de um recomeço. Afinal de contas, a vida é sempre um recomeço! Nesse sentido, é necessário que iniciemos o ano civil sempre pedindo as bênçãos e a proteção de Deus, que veio ao mundo pelo ventre de Maria, sua Mãe. Eis o motivo desta bonita celebração no Dia Mundial da Paz (1º de Janeiro). Somos mensageiros da paz, justamente porque viemos receber a bênção: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,24-26). Esta é uma bênção transmitida frente ao monte Sinai, onde se celebrou a aliança entre Deus e o seu Povo, em que Moisés dá instruções divinas ao povo, antes de iniciar a caminhada à Terra Prometida. Do mesmo modo, antes de iniciarmos a caminhada este ano civil, tomemos po...

Sagrada Família de Nazaré | Reflexão

  SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ | Festa Eclo 3,3-7.14-17ª | Sl 127(128),1-2.3.4-5 (R. cf.1) | Cl 3,12-21 | Lc 2,41-52 Deus se fez homem, mas não só; ao se fazer homem, se faz também FAMÍLIA. De todos os modos que poderia se encarnar no mundo, quis ser menino e nascer na Família de Nazaré. Este é o motivo da festa litúrgica que celebramos neste fim de semana. No Evangelho desta festa, somos apresentados a uma Família que vai ao Templo de Jerusalém para cumprir o que mandava a Lei judaica, isto é, todo bom judeu deveria ir ao Templo ao menos três vezes no ano, para as festas da Páscoa, Pentecostes e das Tendas (cf. Nm 18,15-16). Oxalá todas as famílias, ainda hoje, fossem fieis aos mandamentos da lei de Deus! Quantos não são os lares que têm espaço para tudo, menos para Deus?! Ainda no trecho do Evangelho, os pais de Jesus sentem-se angustiados (Lc 2,48) ao perceberam que haviam perdido seu filho. Isto nos faz lembrar quantos são os pais que perdem seus filhos e ficam angustiados p...

Natal do Senhor | Reflexões

  NOITE DE NATAL | 24/12/2024 Leituras: Isaías 9,1-6 | Sl 95(96),1-2a.2b-3.11-12,13 (R. Lc 2,11) | Tito 2,11-14 | Lucas 2,1-14 Amados irmãos e irmãs, esta é uma noite feliz! Não porque os nossos problemas se acabaram, mas porque andávamos na escuridão, e agora temos uma luz que é JESUS. Ele é o Príncipe da Paz e o verdadeiro Emanuel, pois Deus está conosco. Cantamos no salmo responsorial que “Hoje nasceu para nós o Salvador”. É verdade, hoje fazemos memória de um belíssimo mistério, o da encarnação. A graça abundante de Deus se manifestou no mundo, nos trazendo salvação por meio de um menino; frágil; numa noite em Belém. Ora, se Deus quis ser humano, então humanos é o que melhor podemos ser. A mensagem do natal quer ser para nós, homens e mulheres do século XXI, que em nosso meio não deve haver treva, escuridão, ressentimentos e opressão. A vinda de Deus em nosso meio através de um simples menino quer nos mostrar a grandiosidade que existe na simplicidade. Para nos ajudar a s...

4º Domingo do Advento | Reflexão

  4º DOMINGO DO ADVENTO | Ano C Mq 5,1-4ª | Sl 79(80),2ac.3b.15-16.18-19 (R. 4) | Hb 10,5-10 | Lc 1,39-45 Irmãos e irmãs, chegamos ao quarto domingo do Advento. Aproxima-se de nós a festa natalina, isto é o encontro do Salvador com toda a humanidade. Por isso que a liturgia já nos aponta para a identidade do menino, o Filho de Deus, que vem habitar o nosso meio. Nesse sentido, nós, somos homens e mulheres desejosos de salvação. Estamos na expectativa de amar, cada vez mais, o Amor encarnado. Assim, a profecia de Miqueias, na primeira leitura, é um sinal de esperança. Na cidade de Belém, a mais “pequenina entre os mil povoados de Judá” (Mq 5,1), nascerá o Príncipe da Paz. Veja o que Deus quis fazer no mundo ao tornar-se gente como a gente: Jesus não nasceu em Jerusalém, no palácio real, centro político e econômico, lugar que reinava o orgulho, a vaidade e o poder; mas veio de uma cidadezinha pequena e simples... a terra natal do grande rei Davi. Deus é simples, somos nós que, ...

3º Domingo do Advento | Reflexão

  3º DOMINGO DO ADVENTO | Ano C Sf 3,14-18ª | Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R. 6) | Fl 4,4-7 | Lc 3,10-18 Amados irmãos e irmãs, adentramos no chamado “Domingo Gaudete ”, isto é, DOMINGO DA ALEGRIA. Ao saber disso, somos tentados, num primeiro momento, a perguntar: mas onde está a nossa alegria? Talvez a melhor pergunta não seja esta, mas sim: EM QUEM está a nossa alegria? Na primeira leitura, o profeta Sofonias já aponta para quem deve ser a nossa alegria. Ele convida Jerusalém a alegrar-se porque Deus revogou a sentença de condenação que pendia sobre o seu povo. A expressão “Naquele dia” significava o dia do castigo, mas o amor e a misericórdia de Deus falaram mais alto; o dia se transformou em alegria de redenção. Deus tinha razões para castigar o seu povo que fora infiel; mas o seu amor venceu todas essas razões. A nossa alegria deve estar em Deus pelo simples fato de que o seu desejo de salvação é muito maior que o desejo de nos castigar. Por isso estabeleceu morada no meio de nó...

Imaculada Conceição de Maria | Reflexão

  IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA, SOLENIDADE | Ano C 2ª Semana do Advento Gn 3,9-15.20 | Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R. 1a) | Ef 1,3-6.11-12 | Lc 1,26-38   Breve contextualização histórica e dogmática desta solenidade: Embora seja celebrada liturgicamente há mais tempo, o dogma da Imaculada Conceição de Maria só foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, através da Bula Ineffabilis Deus . Este dogma afirma que a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o início de sua existência.   Amados irmãos e irmãs, o livro do Gênesis não quer ser, para nós, um texto jornalístico fiel ao modo como Deus criou o mundo; longe disso. O intuito desta narrativa é poder afirmar com fé: Deus é o autor e princípio de tudo o que existe. Mesmo assim, a humanidade caiu na desobediência e cometeu o primeiro pecado. Neste contexto, o próprio Senhor vai ao encontro deste Adão ferido pela desobediência e pergunta: “onde estás?”. Trata-se, não de uma questão geográ...

1º Domingo do Advento | Reflexão

  1º DOMINGO DO ADVENTO | Ano C Jr 33,14-16 | Sl 24(25),4bc-5ab.8-9.10.14 (R. 1b) | 1Ts 3,12-4,2 | Lc 21,25-28.34-36   Amados irmãos e irmãs, iniciamos neste fim de semana um novo tempo litúrgico na Igreja. Com este Primeiro Domingo do Advento, inicia-se o ciclo do ano C, dedicado à meditação do evangelista São Lucas. A vida é assim, diante de um fim (Solenidade do Cristo Rei), abre-se, sempre, um novo começo (1º Domingo do Advento). A primeira leitura apresenta uma profecia de Jeremias cheia de esperança: de Davi brotará o rebento/semente da justiça: esta é a promessa de bens futuros para a casa de Israel. E, de fato, ele veio. Jesus nasceu em Belém, na mesma cidade natal de Davi; cumpriu-se a promessa, afinal de contas, o Senhor sempre cumpre com o que diz; diferentemente de nós, muitas vezes. Tem tudo a ver com Advento, pois é tempo de espera; mas uma espera ativa e não passiva. Até porque são três as vindas de Jesus em nosso meio: Ele é aquele que é, que era e que ...

Jesus Cristo Rei, Rei do Universo | Reflexão

  NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO | Ano B Solenidade Dn 7,13-14 | Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a) | Ap 1,5-8 | Jo 18,33b-37 Breve contextualização sobre esta solenidade: foi no Concílio de Niceia, em 325 (no ano de 2025, celebraremos junto de toda a Igreja, 1700 anos deste Concílio), que a Igreja definiu a divindade de Cristo, contra as heresias da época. Para explicitar este dogma, 1600 anos depois, em 1925, foi o Papa Pio XI quem proclamou o reconhecimento da realeza de Cristo. A data original da festa de Cristo Rei era o último domingo de outubro, no domingo que precedia a festa de Todos os Santos, mas, com a nova Reforma de 1969, foi transferida para o último domingo do Ano Litúrgico. Termina-se, com a celebração de Cristo Rei, o ano litúrgico. Também se aproxima o fim do ano civil. Isto tudo tem um valor pedagógico para a Igreja, pois, uma vez que caminhamos para o fim, recordamos o próprio processo da vida que tende para um fim. Somos seres finitos. E nesse c...

33º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

  33º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B Dn 12,1-3 | Sl 15(16),5.8.9-10.11 (R. 1a) | Hb 10,11-14.18 | Mc 13,24-32   Quantas vezes já pensamos ou dizemos: “acho que não vale a pena ser bom neste mundo, porque sempre as pessoas que são ruins e desonestas se dão bem e as pessoas justas e verdadeiras sofrem”. Pois bem, a liturgia deste fim de semana pretende dar uma mensagem de esperança a todos os que crêem, diante de um mundo com tanta injustiça e maldade, afirmando que sempre valerá a pena ser bom e justo, final de contas, Deus conhece o nosso coração. O trecho que ouvimos hoje na primeira leitura, do livro de Daniel, pertence ao gênero bíblico apocalíptico, isto é, fala sobre “revelação” por meio de símbolos, números, animais etc. Já que o autor do livro viveu um tempo de perseguição política e religiosa, com esse tipo de escrita, queria evidenciar a vitória de Deus sobre o mal e a perseguição, a fim de que todos os seus concidadãos se mantivessem esperançosos em relação a...

32º Domingo do Tempo Comum | Reflexão

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM | Ano B 1Rs 17,10-16 | Sl 145(146),7.8-9a.9bc-10 (R. 1) | Hb 9,24-28 | Mc 12,38-44   A nossa vida é um dom de Deus, isto é, um presente. Isso significa dizer que não somos frutos do acaso, mas fomos, desde sempre, amados e queridos por Deus. Quando acolhemos esta verdade, nós tomamos consciência de que não podemos ser passivos diante da vida. Em outras palavras, se Deus nos quer aqui, é para que sejamos homens e mulheres que correspondam positivamente e com generosidade. Assim, na primeira leitura, ouvimos o profeta Elias no caminho de Sarepta. Elias foi o grande defensor da fidelidade a Deus, no Antigo Testamento. Ele representa os israelitas fiéis que se recusavam a adorar outra divindade que não fosse o Senhor da vida. A viúva de Sarepta nos ensina, com a ajuda de Elias, a sermos primeiramente gratos pelo que temos e, consequentemente, a confiar em Deus a ponto de colocar em partilha aquilo que temos, afinal de contas, se temos (mesmo que seja ...

TODOS OS SANTOS | Reflexão

  TODOS OS SANTOS, Solenidade | Ano B Ap 7,2-4.9-14 | Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6) | 1Jo 3,1-3 | Mt 5,1-12ª   A origem desta festa da esperança, objetivo da nossa vida, tem raízes antigas. No século IV, teve início a comemoração dos fiéis mártires. Os primeiros sinais desta celebração encontramos em Antioquia, no domingo após o dia de Pentecostes, sobre os quais fala São João Crisóstomo. Entre os séculos VIII e IX, esta festa começou a se espalhar pela Europa e em Roma, onde o Papa Gregório III (731-741) escolheu o dia 1º de novembro como a data que coincidia com a consagração de uma capela, na Basílica de São Pedro, dedicada às relíquias "dos santos Apóstolos e de todos os Santos mártires e confessores, e a todos os justos, que descansam em paz no mundo". Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-11/solenidade-de-todos-os-santos.html   Ao celebrar esta solenidade, somos convidados a questionar: q...

Finados | Reflexão

  COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS | Ano B Jó 19,1.23-27ª | Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6) | 1Cor 15,20-24a.25-28 | Lc 12,35-40 Para compreender: é muito importante contextualizar o sentido de “comemoração dos fieis defuntos”. Na significação etimológica, “comemoração” indica “trazer à memória”. Assim, comemorar os defuntos não significa fazer festa, como compreendemos em nosso linguajar comum, mas significa trazer à memória aqueles e aquelas que já não estão mais entre nós.   Deparamo-nos, frequentemente, com a realidade da morte. Parece o fim. No entanto, a morte não indica o fim, mas o começo de uma nova realidade. Trata-se de uma realidade que foge do nosso controle. É verdade que precisamos sentir o luto; chorar quando sentir a necessidade para tal. Mas acima de tudo, não podemos perder a esperança do Ressuscitado! Em Cristo, a morte não tem vez e não tem voz. Jesus, no evangelho é claro ao dizer: “Felizes os empregados que o se...